19 de jun. de 2009

Vá de cera...E conquiste uma pele lisinha o ano inteiro.


Apesar de dolorida, a cera quente ainda é o método depilatório mais solicitado pelas mulheres e, atualmente, até por alguns homens. Ela elimina os fios pela raiz e deixa a textura suave por cerca de 20 dias, quando os pêlos voltam a crescer, bem mais finos. Além disso, com ela é possível depilar todas as partes do corpo e do rosto de uma só vez e com custo acessível.


Fórmula enriquecida
Muitas pessoas sabem que a cera é natural e que contém mel, mas poucas sabem que ela traz substâncias que hidratam e acalmam a pele. Existem opções para quem tem pele clara, escura, normal ou sensível. As que contêm camomila acalmam e amenizam dores. As com maracujá ajudam a restaurar peles sensibilizadas e agredidas pelo sol. Já as com uva permitem desencravar os pêlos. Se tiverem azuleno, essa substância auxilia na cicatrização e tem ação antiinflamatória e por ai vai...

Existem centros especializados na técnica, por isso, consulte uma profissional conceituada e verifique antes o método e o tipo de cera utilizada. Assim, potencializará o resultado e evitará se expor a irritações e contaminações.

Os mais utilizados

Espanhol é aquele em que os pêlos são retirados com a própria cera. Provoca menos dor devido ao calor e também porque cobre regiões maiores durante a extração. Garante segurança, pois o material utilizado não é reaproveitado.

No Roll on um aplicador espalha a cera que é removida com lenços depilatórios. Mas apesar de ser descartável, o rolo está em contato constante com a pele de outras clientes. Por isso, solicite um refil exclusivo. Funciona melhor em regiões retas, como pernas e braços.

Estética Facial - Tratamentos


Limpeza de pele profunda
A acne e os cravos são os grandes vilões da integridade da nossa pele. A limpeza profunda consiste em retirá-los de uma forma sutil para valoriza e não danificar a pele. A limpeza consiste em uso de cosmeticos e a mais avançada tecnologia em aparelhos e é indicada para todos os tipos de pele. A técnica de estética facial afina a pele, facilita a absorção de cremes (já que descobriu os poros), regula o excesso de oleosidade e ameniza o processo inflamatório causado pela acne. A duração é de cerca de 2 horas de tratamentoe a frequencia dever ser estabelecida de acordo com o seu tipo de pele:

Pele Oleosa - 1 vez por mês

Pele Mista - a cada 40 dias

Pele seca - a cada 2 meses

Pele Acnica - a cada 20 dias

Pele Normal - a cada 6 meses

Drenagem linfática: toques mágicos


Por Deise Garcia fotos Priscila Prade

O que é drenagem linfática? Como ela é feita?
É uma técnica de massagem que estimula o sistema linfático a trabalhar em um ritmo mais acelerado, mobilizando a linfa até os gânglios linfáticos. Por esse processo são eliminados o excesso de líquido e as toxinas. “A drenagem linfática pode ser feita de forma manual, mecânica ou por meio de uma modalidade mais recente, a eletroestimulação”, conta Cinthia Ito, fisioterapeuta da Clínica Luciana Lourenço Dermatologia, em São Paulo (SP). Ela é aplicada com movimentos de pressão leve, suave, rítmica, lenta e precisa.

E o que é a linfa?

É o líquido que está contido nos vasos que compõem o sistema linfático. “Semelhante ao plasma sanguíneo, ela é incolor e viscosa, composta por água, substâncias orgânicas e inorgânicas, resíduos e toxinas resultantes do trabalho do metabolismo”, diz Maya Maalouf, diretora do Instituto Anna Pegova, em São Paulo.

Por que mexer na linfa é tão importante?
A linfa conduz o líquido excedente e as toxinas aos órgãos excretores, provocando uma limpeza interna. Ela também é responsável por levar oxigênio, substâncias nutritivas e hormônios para os tecidos, o que é fundamental para o funcionamento do nosso organismo. “Como a linfa se desloca sempre numa mesma direção, ela depende de forças externas, tais como a gravidade, as manobras de massagem, além das forças internas (como a contração muscular, a pulsação das artérias próximas aos vasos, o movimento das vísceras e os movimentos respiratórios) para funcionar como um relógio”, diz a fisioterapeuta Priscila Bertolazzi, da Beauty Runner, em São Paulo. “Com a massagem favorecemos o seu funcionamento”, conclui a fisioterapeuta Roselaine Marques, também da Beauty Runner. A coordenadora do Centro de Treinamento Estético da rede Jacques Janine, em São Paulo, Vanda Regina da Costa, explica a ação da drenagem: “Imagine um quintal (o corpo), onde são jogados vários baldes de água (a linfa). Então, você pega o rodo (manobras de drenagem linfática) e puxa toda a água para o ralo (gânglios linfáticos) até secar o quintal, ou seja, desobstruir o local”.

Muita gente diz que a drenagem é dolorida. Tem que doer para funcionar?
Não. A finalidade da drenagem é coletar os líquidos presos entre as células, colocá-los nos vasos capilares e, por meio de variados movimentos suaves, fazê-los caminhar para que sejam eliminados. Por isso mesmo, a massagem deve ser rítmica, sem muita pressão — já que a linfa corre na superfície da pele e seu fluxo é relativamente lento e precisa ser respeitado. Assim, não há a necessidade de manobras que provoquem dor ou desconforto. “A idéia é que ela seja inclusive relaxante, causando bem-estar”, conta a fisioterapeuta Roselaine Marques. O que acontece é que os locais com inflamação ou cicatrizes recentes podem estar mais sensíveis.

A massagem deixa a gente roxa?
Não deve deixar, enfatizam todos os especialistas entrevistados. “O surgimento de hematomas indica que o estímulo foi muito agressivo e houve rompimento dos vasos e capilares venosos. Como já foi dito, a drenagem linfática verdadeira é suave”, diz a dermatologista paulistana Jozian Quental.

A drenagem linfática profunda é capaz de modelar o corpo? Qual a diferença entre ela e a clássica?
A maioria dos especialistas afirma que a drenagem linfática não pode ser chamada de profunda. “Drenagem linfática é um estímulo externo do trabalho natural da linfa. Só existe uma maneira de fazê-lo: com manobras precisas, lentas, leves e superficiais”, alerta a dermatologista Ligia Kogos, de São Paulo. “Muita gente confunde drenagem linfática com massagem clássica modeladora, executada com maior pressão das mãos para trabalhar os nódulos celulíticos e porções de gordura localizada e que pode, inclusive, deixar o corpo roxo”, conclui.

Por que a drenagem é sempre parte dos pacotes de tratamentos?
“Porque ela potencializa o resultado de vários tratamentos, já que elimina as toxinas, diminui a retenção hídrica e oxigena os tecidos”, diz a fisioterapeuta Viviane de Carvalho, da Clínica Thyfere, em São Paulo.

Mas ela funciona sozinha?
Depende do que se espera do tratamento. Para reduzir a retenção líquida e favorecer a eliminação de toxinas, a drenagem oferece bons resultados. Para quadros de celulite e gordura localizada mais graves, costuma-se associar o uso de ultra-som, ondas eletromagnéticas que facilitam a dissolução de nódulos e gordura.

Como a drenagem combate a celulite?
Qualquer que seja a causa dos furinhos — má alimentação, sedentarismo, cigarro, alterações hormonais, stress —, eles começam com um processo de retenção de líquido que acarreta má oxigenação do tecido. Sem a devida nutrição, ele endurece até formar os nódulos. “A drenagem quebra esse ciclo eliminando a retenção de líquido”, explica a personal e esteticista Luciane Moraes, de São Paulo.

E a gordura?

Quando bem feita, a drenagem diminui a retenção de líquido em áreas do corpo que estão propensas ao acúmulo de gordura, como abdômen, coxas e culote, além de ativar o metabolismo, favorecendo a queima dos estoques de gordura no corpo.

E contra a flacidez, existe algum resultado efetivo?
Há controvérsias. Alguns profissionais defen-dem que ela não tem ação sobre a flacidez; outros, que ela melhora um pouco a aparência da pele, já que facilita a oxigenação local e a organização das células e fibras de sustentação. “A drenagem linfática pode contribuir na prevenção da flacidez de pele, pois está produzindo um tecido mais bem nutrido, mas ela não recupera a flacidez já existente, principalmente se houver sobra de pele”, explica Viviane Brant de Carvalho, da clínica Thyfere. “Para esses casos, existem métodos como a endermologia, intradermoterapia e prescrição de cremes com ativos como o DMAE.”

Há a necessidade do uso de um creme para a massagem? Por quê?
Existem várias linhas de aplicação para a drenagem linfática. A técnica Leduc, uma das mais utilizadas, abre mão de cremes e recorre apenas aos movimentos suaves. Outros métodos usam cremes para melhorar o deslizamento das mãos.

Quantas sessões são indicadas para os primeiros resultados?
Recomenda-se um mínimo de dez sessões para um resultado efetivo. “Mas, na primeira sessão, pode-se observar melhora visível no inchaço, na circulação, e no funcionamento do aparelho digestivo”, conta Vanda Regina, da rede Jacques Janine.

Há algum caso em que a drenagem é contra-indicada?
Ela é contra-indicada para mulheres com diagnóstico de tumores, abscessos e nódulos não-identificados. “As que têm histórico de problemas circulatórios serão as mais beneficiadas com a ação da drenagem, pois será mais visível a diminuição da retenção de líquidos. Mas ela apresenta bons resultados para todas”, explica a dermatologista Ligia Kogos.

Quanto custa o tratamento?
As sessões variam de 60 a 120 reais, mas, fique de olho: as clínicas costumam fazer planos especiais para pacotes, em que a sessão cai para 30 ou 40 reais, em média. Confira.

drenagem manual x drenagem mecânica As duas técnicas são boas e eficientes, mas a drenagem linfática manual é mais indicada em casos de pós-cirurgia plástica (para redução de edemas) e para pacientes com alteração hormonal (por conseguir realizar manobras mais suaves e poder contar com o controle da sensibilidade da terapeuta). “A manual propicia que a profissional observe regiões com nódulos, edemas e trabalhe mais neste local”, diz a fisioterapeuta Cinthia Ito, da Clínica Luciana Lourenço Dermatologia.

15 de jun. de 2009

Com o rei na barriga


Com o rei na barriga
Por Flavia Schwartzman*

- PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS
- Acompanhamento indispensável

Um dos desafios da gestação é conseguir receber todos os nutrientes sem consumir calorias em excesso. Não é impossível, desde que no seu cardápio entrem alimentos com alto valor nutricional, isto é, ricos em vitaminas, proteínas, minerais e fibras - claro, em quantidades adequadas. Para não correr o risco de pecar pelo excesso ou, pior, deixar de ingerir nutrientes importantes para a formação do feto, confira a pirâmide dos alimentos. Dividida em cinco grupos de alimentos, ela ensina como montar uma refeição com tudo a que "vocês" têm direito. Sem perder de vista o prazer de comer.

PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS


1. Grupo dos pães, cereais, arroz, batata e massas
Os alimentos deste grupo são ricos em carboidratos, importantíssimos por fornecer as calorias necessárias para o crescimento e todas as atividades diárias. Também são fonte de vitaminas do complexo B e fibras. Mais da metade das calorias ingeridas deve vir de alimentos deste grupo. Por isso, é importante que eles estejam presentes em todas as refeições, na forma de pães, biscoitos, torradas, cereais, arroz, batata, mandioca, macarrão ou outros tipos de massas. Dê preferência aos alimentos integrais, que contêm mais fibras, que ajudam a aliviar a constipação, comum pela ação de hormônios e da compressão do intestino materno pelo feto.

2. Grupo das carnes, aves, peixes, ovos, feijão e nozes
Estes alimentos são ricos em proteínas, essenciais para a manutenção de tecidos e músculos e para o crescimento. Também fornecem vitaminas, ferro e zinco, fundamentais para a gestante e o feto. É aconselhável, portanto, a presença de, pelo menos, um deles no almoço e no jantar. A recomendação de proteína para a gestante é de 60 gramas diários. Exemplos: 1 bife médio = 30 g de proteína; 1 peito de frango médio = 32 g; 1 filé de peixe médio = 25 g; 1 ovo = 6 g; 1 copo grande de leite integral ou desnatado = 9 g; 1 concha média de feijão = 5 g.

3. Grupo dos vegetais
Fornecem vitaminas, minerais e fibras. Os vegetais de folhas verde-escuras como espinafre, couve e mostarda são ricos em vitamina A e cálcio. Coma vegetais variados, no almoço e no jantar, pois cada um contém diferentes nutrientes.

4. Grupo das frutas
As frutas são fontes de vitaminas, principalmente A e C, minerais e fibras. Também devem ser consumidas todos os dias, frescas, em sucos ou vitaminas.

5. Grupo dos laticínios, leite, iogurte e queijo
Além de fornecer proteínas, esses alimentos são ricos em cálcio, nutriente fundamental para o desenvolvimento e fortalecimento dos ossos. A gestante deve ingerir 1.000 mg de cálcio por dia. Para fazer seus cálculos: 1 xícara de leite integral ou desnatado = 300 mg de cálcio; 1 copo de iogurte = 240 mg; 1 fatia média de queijo branco = 200 mg; 1 fatia média de queijo prato = 170 mg

Outros
Óleos, gorduras e açúcares, presentes em frituras, bacon, maionese, manteiga e margarina, salgadinhos, batata frita, pizzas, doces, balas, refrigerantes. Não por acaso, estes alimentos estão no topo da pirâmide, pois devem ser consumidos em menor quantidade e freqüência. Nunca podem substituir os alimentos dos cinco grupos. Se você os consumir em grande quantidade, certamente ganhará muito peso, mas não receberá os nutrientes necessários.

Acompanhamento indispensável
Observe que nenhum grupo é mais importante do que outro. Mas alguns nutrientes são necessários em maior quantidade, daí a importância de seguir as recomendações da pirâmide. Na gravidez, então, essa atenção deve ser redobrada. Uma alimentação variada e rica em alimentos nutritivos é capaz de fornecer todos os nutrientes que você e o feto necessitam. As únicas exceções são o ácido fólico e o ferro, que pedem suplementação. Tenha sempre em mente que os suplementos nunca devem substituir os alimentos. Eles devem entrar em cena nos casos em que a gestante não conseguir receber as quantidades necessárias por meio da alimentação. Quem vai decidir o que deverá ser reforçado, e de que forma, é o médico ou o nutricionista. Por isso, o acompanhamento nutricional é muito importante durante este período. É uma forma segura de planejar uma alimentação equilibrada, de acordo com as suas necessidades individuais.


* Flavia Schwartzman é nutricionista, formada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com especialização em Nutrição Materno-Infantil, Mestre em Nutrição pela Escola Paulista de Medicina.

Ilustração da Pirâmide adaptada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, 1992