14 de ago. de 2012

Cuidado: tratamentos proibidos




Meninas,

Existem muitas clínicas de estética prometendo tratamentos milagrosos que enxugam medidas, acabam com a flacidez, eliminam a celulite e deixam a pele rejuvenescida… Muito cuidado: nem tudo que reluz é ouro. Alguns desses estabelecimentos estão usando técnicas proibidas pela ANVISA, sem eficácia comprovada e, pior, que podem causar danos às pacientes (alguns bastante graves).

Antes de fechar qualquer tratamento, você deve verificar se o procedimento que será realizado tem comprovação científica de sua eficácia e se existem casos de anomalias e efeitos colaterais indesejados. E, claro, se é permitido pela ANVISA e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Para auxiliá-las, coloquei abaixo uma listagem de procedimentos estéticos PROIBIDOS no Brasil (verifique se aquele pacote que a clínica lhe ofereceu com um desconto báááárbaro, não está listado aqui):

Lembrem-se que para venderem prometem até que você sairá da Clínica com o corpo e a fisionomia da Ana Hickman... =P

Injeções de lipossoma de girassol

Facilmente encontrado em clínicas de estética, a injeção de enzimas extraídas do girassol é oferecida para mulheres que desejam perder gordura sem esforço e sem se submeter a procedimentos cirúrgicos. Quem aplica a substância garante que as injeções de lipossomas de girassol quebram a gordura, eliminando-a pela urina, sem sobrecarregar os rins e outros órgãos.

No entanto, a ANVISA não reconhece e nem registra o lipossoma de girassol como tratamento para a perda de gordura localizada. “Além de não ter nenhuma comprovação científica em relação à sua eficácia, a aplicação desse tipo de substância pode irritar e causar alergias na pele”, alerta Valcinir Bedin, dermatologista, presidente da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME). 
Aplicação de polifenóis de alcachofra

Oferecidos na forma injetável para combater a gordura localizada, os produtos feitos com o extrato de polifenóis da alcachofra – supostamente responsáveis pela quebra de moléculas de gordura – também não são aprovados pela ANVISA

O órgão regulamentador determinou a suspensão, em todo o território nacional, do uso da substância para fins estéticos por não haver comprovação científica que garanta a qualidade, segurança e eficácia do produto. “Quando aplicada no corpo, a substância pode causar vermelhidão, coceiras e deixar manchas arroxeadas que não saem”, revela.

Bronzeamento artificial

Em 2009, a ANVISA proibiu o uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos em todo o País. A medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de problemas de saúde relacionados à exposição excessiva às radiações ultravioleta, além da constatação de que os equipamentos não recebiam uma manutenção adequada.

“As câmaras de bronzeamento artificial não trazem benefício algum à pele. Elas possuem uma concentração de radiação ultravioleta que pode ser três vezes maior que a radiação solar, causando o envelhecimento precoce e o surgimento de tumores na epiderme”, explica Carla Albuquerque, dermatologista formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

Injeções de Lipostabil

O Lipostabil, nome comercial da fosfatidilcolina, medicamento injetável usado para a redução de gordura localizada, teve fabricação, distribuição e utilização proibidas pela ANVISA

A substância é, na verdade, um medicamento cardiológico que não apresenta eficácia comprovada e segurança quando aplicada na dissolução de gorduras do corpo. “O Lipostabil, quando aplicado na pele, pode causar reação alérgica grave, podendo chegar até mesmo a choque anafilático”, alerta Valcinir. 


Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia


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