Meninas,
Existem muitas clínicas de estética prometendo tratamentos
milagrosos que enxugam medidas, acabam com a flacidez, eliminam a celulite e
deixam a pele rejuvenescida… Muito cuidado: nem tudo que reluz é ouro. Alguns
desses estabelecimentos estão usando técnicas proibidas pela ANVISA,
sem eficácia comprovada e, pior, que podem causar danos às pacientes (alguns
bastante graves).
Antes de fechar qualquer tratamento, você deve verificar se o
procedimento que será realizado tem comprovação científica de sua eficácia e se
existem casos de anomalias e efeitos colaterais indesejados. E, claro, se é
permitido pela ANVISA e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Para auxiliá-las, coloquei abaixo uma listagem de procedimentos
estéticos PROIBIDOS no Brasil (verifique se aquele pacote que a clínica lhe
ofereceu com um desconto báááárbaro, não está listado aqui):
Lembrem-se que para
venderem prometem até que você sairá da Clínica com o corpo e a fisionomia da
Ana Hickman... =P
Injeções de lipossoma de girassol
Facilmente encontrado em clínicas de estética, a injeção de
enzimas extraídas do girassol é oferecida para mulheres que desejam perder
gordura sem esforço e sem se submeter a procedimentos cirúrgicos. Quem aplica a
substância garante que as injeções de lipossomas de girassol quebram a gordura,
eliminando-a pela urina, sem sobrecarregar os rins e outros órgãos.
No entanto, a ANVISA não reconhece e nem registra
o lipossoma de girassol como tratamento para a perda de gordura
localizada. “Além de não ter nenhuma comprovação científica em relação
à sua eficácia, a aplicação desse tipo de substância pode irritar e causar
alergias na pele”, alerta Valcinir Bedin, dermatologista, presidente da
regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME).
Aplicação de polifenóis de alcachofra
Oferecidos na forma injetável para combater a gordura localizada,
os produtos feitos com o extrato de polifenóis da alcachofra – supostamente
responsáveis pela quebra de moléculas de gordura – também não são aprovados
pela ANVISA.
O órgão regulamentador determinou a suspensão, em todo o
território nacional, do uso da substância para fins estéticos por não haver
comprovação científica que garanta a qualidade, segurança e eficácia do
produto. “Quando aplicada no corpo, a substância pode causar
vermelhidão, coceiras e deixar manchas arroxeadas que não saem”, revela.
Bronzeamento artificial
Em 2009, a ANVISA proibiu o uso de câmaras de
bronzeamento artificial para fins estéticos em todo o País. A medida foi
motivada pelo surgimento de novos indícios de problemas de saúde relacionados à
exposição excessiva às radiações ultravioleta, além da constatação de que os
equipamentos não recebiam uma manutenção adequada.
“As câmaras de bronzeamento artificial não trazem benefício algum
à pele. Elas possuem uma concentração de radiação ultravioleta que pode ser
três vezes maior que a radiação solar, causando o envelhecimento precoce e o
surgimento de tumores na epiderme”, explica Carla Albuquerque, dermatologista
formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e
especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Injeções de Lipostabil
O Lipostabil, nome comercial da fosfatidilcolina, medicamento
injetável usado para a redução de gordura localizada, teve fabricação,
distribuição e utilização proibidas pela ANVISA.
A substância é, na verdade, um medicamento cardiológico que não
apresenta eficácia comprovada e segurança quando aplicada na dissolução de
gorduras do corpo. “O Lipostabil, quando aplicado na pele, pode causar
reação alérgica grave, podendo chegar até mesmo a choque anafilático”, alerta
Valcinir.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
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